Agert investe 150 milhões em ações de combate à violência

Na terça-feira, dia 26, no Palácio Piratini, foi anunciada a 14ª edição do Relatório Social da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert). Em 2018 o tema foi: “A violência e as comunidades”. As 249 emissoras, que compõe a Associação, se comprometeram em investir em mídia doada para divulgar ações sociais. Somando, foram mais de R$ 159 milhões de reais destinados a mídia gratuita. “A violência é um problema de todos. Seu combate precisa ser um compromisso. A Agert está a serviço da sociedade na busca por tempos de mais seguros”, afirmou o presidente da Agert, Roberto Cervo Melão.

Para se ter uma ideia, só em 2015, segundo o Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foram contabilizados 59.080 homicídios para cada 100 mil habitantes. Dados que confiram a importância de iniciativas como sugerida pela Agert.  

Relatório

Realizado desde 2004,  o relatório divide as ações sociais nestas temáticas: Meio Ambiente, Público Interno, Valores e Transparência, Governo e Sociedade, Clientes e Comunidade. Com o objetivo de auxiliar as empresas a trabalharem de forma socialmente responsável, várias ações já foram realizadas, com as doações arrecadadas, como: conscientização sobre reciclagem e campanhas de doação de sangue, roupas e alimentos.  Atualmente a Agert conta com 323 emissoras parceiras e, nestes 14 anos, já destinaram mais de 1 bilhão de reais, para causas sociais.

Desafios da Radiodifusão

Na oportunidade, indicando como desafios futuros, o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Toner Camargo, falou sobre as metas da televisão e radiodifusão no sentido de coexistir com o crescimento da internet: " as redes sociais fazem parte da realidade, e nós, da radiodifusão, precisamos saber usá-las, como suporte para reforçar nossas ações. Quando um veículo de comunicação veicula uma notícia ou emite opinião, existe um nome, uma cara e um endereço. Quem se sentir prejudicado, pode pedir indenização ou direito de resposta. Os veículos são responsáveis pelo conteúdo que distribuem. Nestes tempos de 'fakes news', o jornalismo profissional nunca foi tão relevante e indispensável. O jornalismo profissional é o que diferencia o que é informação do que é fofoca online." 

O presidente da Federação Nacional das Emissoras de Rádio e Televisão (Fenaert), Guliver Leão, concorda com a  visão de Paulo Toner. Para Leão,  a manutenção dos meios de comunicação se dá pela credibilidade que eles oferecem. Sobre a modernidade, pontuou a necessidade da migração das rádios AM para FM. Para ele a transição preserva a atuação regional, oferecendo também, perspectiva de custos melhores. Todas essas mudanças são também parte da realização do trabalho social que a iniciativa da Agert pretende continuar a realizar, por pelo menos, mais  14 anos.