Alemão Caio é condenado a mais de 40 anos de prisão

O ex-surfista Carlos Flores Chaves Barcellos, mais conhecido como Alemão Caio, foi condenado pelo Tribunal do Júri ontem (13) a 41 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, em julgamento realizado em Torres.

Ele foi considerado culpado pelo homicídio triplamente qualificado de José Augusto Bezerra de Medeiros, o Zeca Bezerra, pela tentativa de homicídio a Ivanise Barcellos e por porte ilegal de armas. A defesa de Alemão Caio informou que irá recorrer da decisão.

A juíza Marilde Angélica Webber Goldschmidt manteve a prisão preventiva de Alemão Caio, que foi localizado e preso pela polícia em agosto, e ele não poderá recorrer em liberdade.

Desde 2015, o júri já foi adiado cinco vezes devido à ausência do réu. Desta vez, a juíza Marilde Angélica Webber Goldschmidt decidiu manter a sessão mesmo sem a presença dele. De acordo com o advogado de defesa, Mateus Marques Conceição, Caio está com problemas de saúde.

Relembre o caso

Zeca Bezerra era o namorado de sua ex-esposa, Ivanise Menezes. De acordo com o MP, o crime foi motivado porque Alemão Caio não aceitava o fim da relação com Ivanise, que já se encontrava no outro relacionamento.

José Augusto e Ivanise moravam juntos. Naquele 23 de maio de 2011, por volta das 6h30, ela abriu a porta da casa para o animal de estimação sair, quando o ex-marido, que estava escondido no pátio, surgiu e invadiu a casa. José Augusto, que se encontrava na parte superior da residência, desceu e foi atingido por Alemão Caio a facadas.

Consta na denúncia, ainda, que Ivanise tentou impedir as agressões e também foi atingida nas pernas. Alemão Caio apontou uma pistola calibre 32 em direção à ex-companheira, mas a arma falhou. Ivanise fugiu e se trancou no quarto com o filho, que, na época, tinha 10 anos. O menino acionou a polícia, que prendeu o agressor no local. José Augusto chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Para a polícia, o crime foi premetitado. Alemão Caio havia escrito cartas para o filho, a ex-mulher e parentes dela. Um laudo do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) apontou o acusado como obsessivo, egocêntrico e sem remorso.