Falta de medicações fecha leitos de UTIs no litoral

Em plena pandemia pela covid19, com o Rio Grande do Sul vivendo o pico de casos, a região do Litoral Norte que já está há semanas na bandeira vermelha na classificação do distanciamento controlado, sofre com a falta de medicamentos. Devido à falta de medicação, leitos de UTIs, inclusive os destinados aos pacientes com coronavírus, estão sendo fechados. A situação é mais grave nos municípios de Tramandaí e Osório.
No Hospital São Vicente de Paulo em Osório que possui dez leitos de UTIs exclusivos para covid19, no momento somente quatro leitos estão ocupados. “Não estamos aceitando nenhum novo paciente nas nossas UTIs porque faltam medicações. Temos estoque para mais 12 dias”, relatou o presidente da instituição Marco Pereira. Ele ainda relatou sobre o aumento do valor dos medicamentos neste período. “O Atracúrio, por exemplo, em abril custava R$ 7,64 reais e agora, nesta semana, está custando R$ 69,00 reais”, disse.
No Hospital de Tramandaí, os 16 leitos de UTIs estão ocupados e bloqueados, ou seja, a instituição não aceitará novos pacientes assim que os atuais receberem alta. “Deste leitos, seis são destinados a pacientes com covid19. Estamos com medicação m falta e não há uma sinalização de desbloqueio por enquanto”, informou a secretária administrativa Daiane. 
O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes em Torres possui dez leitos de UTIs e destes, cinco são para pacientes com coronavírus e estão todos ocupados e relatam que há medicação no estoque e por isso o funcionamento dessas unidades está normal assim como o Hospital Santa Luzia em Capão da Canoa que possui  11 leitos de UTIs e destes três são para covid19 e funcionam normalmente.
Segundo informações da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde não há previsão de abastecimento das medicações para os leitos de UITs. A secretária de Saúde do Estado pediu ajuda ao Ministério da Saúde para intermediar uma grande compra para o Estado, mas não há uma sinalização de solução para o problema. Foi cogitada a possibilidade da compra dessas medicações no Uruguai mas poderia demorar a entrega.
Fonte e foto: redação RO