Serviços contratados pela prefeitura ao Hospital São Vicente serão reduzidos

Estiveram participando do programa “Olho Vivo”, de quinta-feira (16), o diretor do Hospital Beneficente São Vicente de Paulo, Márcio Rolin e o secretário municipal de Saúde, Emerson Magni. Na pauta a manutenção dos serviços contratados pela Prefeitura na instituição. A possível redução de serviços, entregue a comunidade via SUS, foi confirmada por ambos. Eles informaram que diversas reuniões já foram realizadas para definir a questão. De acordo com o secretário, hoje o Estado deve a Osório, em forma de repasses não executados desde 2014, R$ 3 milhões 780 mil reais. Enquanto essa questão não for sanada, reduções terão que ser feitas, pois atualmente, conforme salienta Magni, os recursos investidos no serviço hospitalar são livres, ou seja, retirados de serviços básicos de Saúde.

Sendo, assim, para o próximo contrato, que deve ser renovado no dia 31 de agosto, explicitaram os entrevistados, exames que não competem ao município, como ecografias, por exemplo, serão limitados. O mesmo devendo ocorrer com setores como a Traumatologia, que hoje oferta 120 consultas mês e deve reduzir o número para 30. Ainda segundo indica o diretor do Hospital, as consultas particulares, conveniadas e atendimentos de urgência continuarão a ser feitas normalmente por médicos traumatologistas. No entanto, aqueles casos que não forem de urgência, atendimentos eletivos pelo SUS, serão encaminhados para o hospital de referência em Tramandaí.

Crise atual

As especialidades da Traumatologia e da Ortopedia do Hospital estão com atendimento restringido desde o início da semana. Estão sendo realizadas somente as consultas através dos convênios particulares. A não realização das consultas eletivas se deve pelo atraso no pagamento dos salários dos médicos.

O Diretor do hospital informou que os profissionais receberam somente 50% do salário do mês de junho, devido ao atraso de repasses por parte da Prefeitura Municipal de Osório e do Estado. Segundo o diretor, o executivo realizou o pagamento de R$ 150 mil no dia 7 de agosto e de mais R$ 50 mil no dia 8. Os R$ 200 mil reais são metade do valor que deveria ser pago em junho, que é de R$ 400 mil. O repasse de R$ 400 mil reais do mês de julho ainda não foi realizado.  O Estado deve ao Hospital duas parcelas de R$ 258 mil, referentes também aos meses de junho e julho. Rolim acrescentou que os médicos da emergência só continuam atendendo porque houve uma negociação com a direção da instituição. Os exames de Ecografia também estão restringidos aos casos de urgência, emergência e convênios.

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