O delegado Antônio Carlos Ractz Jr, titular da Delegacia de Polícia de Imbé, confirmou na tarde deste sábado (31) que o judiciário homologou a prisão em flagrante de Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, 27, acusada de matar o filho, de nome Miguel dos Santos Rodrigues, 7 anos, e jogá-lo no Rio Tramandaí, na madrugada da última quarta-feira (29). O delegado Ractz, revelou ainda que a justiça acatou o seu pedido de prisão preventiva, e a mulher ficará presa, durante o andamento das investigações.  O policial adiantou ainda que aguarda a autorização judicial  para acessar os telefones celulares da acusada e de sua companheira Bruna Nathieli Porto da Rosa, “acredito que poderemos colher provas importantes, em relação aos maus tratos que eram praticados contra o menino, que estariam registrados em vídeos nos celulares”, explica. Outra preocupação do delegado é apontar como era a relação familiar da vitima com a acusada e sua companheira, a partir de depoimentos e informações a serem buscados junto a pessoas que residem em dois pontos usados como moradia, uma pousada em Santa Terezinha e um condomínio no centro da cidade, nas proximidades da prefeitura de Imbé. O delegado Ractz, disse ainda que pretende realizar outro interrogatório da acusada, explorando outras dúvidas que existem em relação ao que foi revelado até o momento. A omissão da avó materna em relação ao menino, também pode render uma responsabilização por omissão de socorro, “foi dito pela acusada que ela queria a guarda do menino, mas nunca procurou a justiça para pedir a guarda, então é meio duvidoso esse carinho, esse amor, que ela tinha pelo menino”, questionou.  Durante todo o sábado (31), os Bombeiros Militares de Imbé Tramandaí e Porto Alegre com a equipe do CEBS – Companhia Especial de Busca e Procura (Porto Alegre), com o apoio da Marinha do Brasil e do Policiamento Ambiental da Brigada Militar, realizou diversas ações com o objetivo de encontrar o corpo do menino, que teria sido jogado no Rio Tramandaí. As equipes fizeram varreduras na água, utilizando barcos, mergulhadores e até mesmo andando a pé na água, principalmente próximo da margem do rio. Nada foi encontrado, “há uma possibilidade grande de que o corpo já tenha se deslocado em direção ao mar. Por isso, também colocamos nosso pessoal para percorrer as praias próximas, mas o corpo não foi localizado”, explicou o tenente Elísio Lucrécio, que comanda a operação. A localização do corpo é decisiva para a materialização do crime, “a minha principal prova tá na água. A principal prova de um homicídio é um corpo, e o corpo está na água”, destacou o delegado Ractz.