A perícia feita em uma camiseta infantil coletada em uma moradia na Rua Sapucaia, na área central de Imbé, confirmou que o sague encontrado na peça, é do menino Miguel Santos Rodrigues, 7 anos. A criança desapareceu no dia 28 de julho, quando teria sido jogado pela mãe, no Rio Tramandaí, por volta das 23h. A casa, foi o último local onde o menino viveu com a mãe  Yasmin Vaz Santos Rodrigues, 26 anos, e a companheira Bruna  Nathiele Porto da Rosa. Os peritos do IGP referiram no laudo: “A perícia feita em uma camiseta infantil coletada na moradia da mulher que declarou ter assassinado o filho de sete anos revelou que o sangue encontrado na roupa pertence, de fato, à vítima. Para chegar ao resultado, os peritos da Divisão de Genética Forense do Departamento de Perícias Laboratoriais (DPL) do IGP extraíram o sangue da camiseta e o compararam com o material genético fornecido pela mãe da vítima, comprovando a compatibilidade. A camiseta, de cor vermelha, foi coletada no dia 3 de agosto durante perícia de local de crime feita por peritos criminais do Departamento de Criminalística. “O perfil genético do sangue humano presente na camiseta infantil, do material biol[ogi co presente na corrente metálica e do fio de cabelo coletado no poço de luz, é compatível com o perfil de um filho biológico da suspeita”, refere o laudo. De acordo com o delegado  Antonio Carlos Ractz Jr, titular da DP de Imbé, que comanda as investigações, “isso comprova que o menino era vítima de agressões e tortura, como já havíamos descoberto”, avaliou. A descoberta  serve para embasar ainda mais, o indiciamento feito pelo delegado Ractz. Além disso, a área de busca pelo corpo de menino deve ser ampliada para outros locais, além do rio, da lagoa e o mar. Ou seja, aumenta a possibilidade de que o corpo tenha sido desovado em terra.  O delegado Antonio Carlos Ractz Jr, aguarda agora, o agendamento da data para que o IGP realize a reconstituição do crime.

Foto: Policia Civil/Divulgação