A mãe do menino Miguel Santos Rodrigues, 7 anos, Yasmin Vaz Rodrigues dos Santos, 26 anos e a companheira dela, Bruna Nathiele Porto da Rosa, 23 anos, foram denunciadas pelo Ministério Público, e agora serão submetidas ao processo  judicial, que poderá leva-las a julgamento pelo Tribunal do Juri, em Tramandaí. No dia 29 de julho, Yasmin, confessou ter matado o filho e jogado o corpo dele nas águas do Rio Tramandaí, em Imbé,  no Litoral Norte. A decisão do Ministério Público de acatar o pedido, teve como base as provas produzidas pelo inquérito policial, instaurado pela Delegacia de Polícia de Imbé, sob a responsabilidade do Delegado Antônio Carlos Ractz Jr. Essa decisão, foi minuciosamente explicada em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira(17), na sede do MP em Porto Alegre. Participaram do encontro o Promotor André Luiz Tarouco Pinto e o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Júlio Cesar de Melo, que responderam aos questionamentos formulados pela imprensa, sobre o caso. Basicamente confirmaram a existência de elementos comprobatórios que justificam a instauração do processo criminal, ou seja, as provas colhidas pelo inquérito policial comprovam o crime e a participação das envolvidas suspeitas, respectivamente, mãe e madrasta do menino Miguel.  Os promotores, dissecaram detalhes sobre o caso, e as provas apresentadas pela Polícia. Também confirmaram que o crime foi premeditado, “há evidencias de que a criança se tornou um entrave no relacionamento das duas mulheres, que inclusive, tinha a intenção de gerar um filho”, revelou o promotor Andre Luiz Tarouco Pinto. O promotor de justiça reconheceu que o inquérito policial apurou também a prática de torturas, “ todos esses elementos demonstram que, nesse período, essa criança era submetida por essas pessoas, que deveriam zelar por ele, a todos esses atos de tortura”, declarou o promotor, que finalizou “Embora não tenhamos análise do cadáver, temos o conjunto de provas que, somadas, concluem que houve um homicídio”, afirmou. O promotor Andre Luiz Tarouco Pinto,   esclareceu sobre as penas a que estão expostas as rés em caso de serem futuramente condenadas pelo Tribunal do Juri.  O Ministério Público, espera que no andamento do processo judicial possa ampliar e detalhar as provas sobre o caso, para levar as envolvidas a julgamento. O Corpo de Bombeiros Militar segue a procura do corpo do menino, e entrou hoje no 20º dia de buscas, sem encontrá-lo, até o momento. Na manhã desta terça-feira (17), o corpo de um animal foi encontrado na areia da praia em Capão da Canoa, e chegou a suscitar a possibilidade de ser o menino, mas foi descartado pelo Tenente Elisio Lucrécio do CBM, “Não é um corpo de pessoa. É um animal que foi desenterrado pelas águas” explicou. Yasmin continua detida na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, enquanto Bruna está internada no Instituto Psiquiátrico Forense.

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