Na manhã desta terça-feira (24), no Programa Olho Vivo, o Tenente-Coronel Aurélio da Rosa, comandante do 2º BPAT, concedeu entrevista para comentar o caso em que o policial rodoviário aposentado, Fábio César Zortea, morreu, após confronto com a Brigada Militar, em Torres.  Na oportunidade, citou que é algo que não foi esperado e que é muito difícil de comentar. Segundo ele, a Brigada Militar foi chamada pelo número de emergência (190), dizendo que havia um carro Gol branco, praticando vandalismo, parando em um comércio para comprar bebidas, começando um tumulto. Com isso, a guarnição tentou a abordagem aos suspeitos,  não sendo obedecida a ordem de parada e iniciando a fuga. Houve perseguição, e acabaram sendo detidos em frente ao prédio onde residiam. Um dos homens, Fábio Augusto, 37 anos, filho do policial rodoviário, entrou em luta corporal com os policiais, já em frente a sua residência. Com a confusão, o policial aposentado desceu do prédio e acabou se envolvendo na confusão com os dois policiais militares envolvidos na abordagem, junto de seus dois filhos. A partir disso, houve agressões mutuas, e Fabio Augusto teria ferido um dos policiais, utilizando-se de carregadores de pistola que subtraiu de um dos policiais, que resultou com ferimentos na boca. Mais tarde, o policial rodoviário federal aposentado, interferiu na briga e acabou sendo morto com um tiro de pistola calibre .380.  O tenente-coronel Aurélio, citou que a abordagem foi correta, dentro da técnica esperada, porém o andamento dessa abordagem levou para outro caminho, “Ainda não posso julgar a respeito da abordagem em geral, pois não tenho todas as imagens e todos os resultados do inquérito”. Em relação ao número de policiais na viatura, que teoricamente possui quatro e no caso possuía apenas dois policiais, citou, “Nós  temos que trabalhar isso, tivemos um crescimento populacional muito grande no Litoral Norte e eu tenho alertado sobre essas questões… conversei com os prefeitos da Amlinorte, vamos precisar de muita preparação, se não teremos um grande aumento nos índices de criminalidade”, declarou. O comandante do 2º BPAT defendeu que “na segurança pública estamos todos do mesmo lado e é isso que importa… estaremos sempre à disposição de todos”. O policial militar, explicou que o caso será tratado como determina a legislação, com o Inquérito Policial Militar (IPM), e o Inquérito da Policia Civil,  “vamos apurar o que houve, buscando informações e material necessários para esclarecer os fatos”, afirmou. Imagens de câmeras de segurança já foram requisitadas e servirão para auxiliar nas investigações. Os dois policiais envolvido foram afastados de suas atividades, e assim ficarão, até o final da instrução do IPM. O filho da vítima, Fabio Augusto Zortea, 37 anos está hospitalizado, devido ao ferimento a bala que sofreu, e seu irmão Lucas Zortea, 33 anos,  está preso. O advogado dos irmãos, Ivan Brocca, ingressou com pedido de relaxamento da prisão de ambos.

Foto: 2º BPAT/Divulgação