A Polícia Civil, através da Decrab/Bagé, deflagrou, nesta sexta-feira (5),  a Operação Último Reponte na região metropolitana, serra e litoral. Ao todo 13 investigados foram presos e 76 animais bovinos foram apreendidos.  Foram cumpridas 35 ordens judiciais entre prisões preventivas e mandados de busca e apreensão nos municípios de Gravataí, São Francisco de Paula, Caraá, Parobé e Caxias do Sul.

A Decrab/Bagé (Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato), sob coordenação do Delegado André Mendes, com apoio de fiscais agropecuários da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, de policiais da 2° Região Policial (Gramado), 8° Região Policial (Caxias do Sul), 23° Região Policial (Osório) e do Departamento de Polícia da Região Metropolitana (DPM) desarticulou, na manhã de hoje, uma das maiores organizações criminosas especializadas em abigeato em atividade no Rio Grande do Sul.   Em maio do corrente ano, antes do decreto que delimitou o território de atuação das Decrab’s, diante das inúmeras reclamações de produtores rurais dos campos de cima da serra, litoral e região metropolitana, a Decrab/Bagé, iniciou investigação policial que tinha por objetivo identificar a autoria de uma série de crimes de abigeato com mesma forma de atuação e que estavam gerando grandes prejuízos aos produtores das referidas regiões.  O bando criminoso realizava furtos abigeato, levando grandes quantidades de animais vivos. Também agiam em furtos de gado na modalidade de carneada.

Foram registrados ataques nos municípios de São Francisco de Paula, Bom Jesus, Santo Antônio da Patrulha, Terra de Areia, Gravataí, Viamão, entre outros. A investigação correu pelo Poder Judiciário da Comarca de São Francisco de Paula, onde após um furto de 22 animais bovinos os policiais da equipe de investigação da Decrab/Bagé descobriram que o ataque havia sido realizado por um bando criminoso conhecido dos policiais, grupo que já havia sido investigado no ano de 2019 através da operação Regresso. O modus operandi do grupo se manteve o mesmo: furto de vários animais mediante a utilização de caminhões boiadeiros, baú e veículos de passeio como batedores e também carneada e carregamento da carne em veículos pequenos.

Foto: PC/Divulgação