A comunidade de Imbé, reviveu na noite desta segunda-feira(8), as ações criminais que resultaram na morte do menino Miguel dos Santos Rodrigues, 7 anos. Mesmo que fatos novos não tenham surgido, a reconstituição do crime, realizado pelo IGP, foi importante para consolidar a sequencia dos fatos, já narrados pela investigação da Policia Civil, e que agora passa a ser embasado em provas técnicas fundamentadas com fotos, vídeos e depoimentos complementares. A reconstituição foi conduzido por duas peritas criminais e um fotógrafo criminalístico do Departamento de Criminalística do IGP. Inicialmente as peritas interrogaram a madrasta do menino,  Bruna Nathiele Porto da Rosa, 23 anos, que repetiu a sua versão dos fatos. Em seguida o comboio formado pelo IGP, Policia Civil, Brigada Militar e Guarda Municipal de Imbé,, seguiram para a pousada onde as mulheres e a criança viveram até o assassinato, localizada na rua Sapucaia 376. Lá, Bruna, demonstrou com detalhes como tudo aconteceu, naquele 27 de julho, durante todo o dia. Um boneco, com tamanho proporcional ao de um menino de sete anos, foi utilizado para representar a vítima.  As ações foram registradas pelo fotógrafo criminalístico e farão parte do laudo pericial. Na sequência, foi feito a reconstituição dos passos percorridos pelas duas mulheres, com o menino morto sendo carregado em uma sacola, desde a casa até o descarte no Rio Tramandaí. No trecho, entre a rua Sapucaia e Avenida Paraguassú, houve um momento tenso, quando populares aguardavam a passagem da acusada, e proferiram palavras ofensivas à mulher, lhe chamando de “assassina”, e dizendo “tú tens que morrer, maldita”. Alguns manifestantes, em torno de 50 pessoas, carregavam pequenos cartazes. Porém, nenhuma anormalidade foi registrada, diante do grande aparato policial, montado, com pela Brigada Militar e Guarda Municipal. O trajeto, teve sequência passando pela rua Rio Pardo, Alegrete, até chegar a Avenida Nilza Costa Godoy, que circunda o rio Tramandaí, onde foi descartado o corpo da vítima. O comboio entrou em direção ao rio, na altura do nº 282, onde funciona uma Iscaria. No trajeto, houve uma única parada a pedido da acusada para descansar, em frente a uma igreja na Rua Alegrete esquina com Rua Porto Alegre. O trajeto de cerca de dois quilômetros entre a casa e o rio Tramandaí, encerrou por volta das 22h30.  Uma mala de mão, encaminhada para perícia, foi utilizada para reproduzir os fatos relatados pela participante. Uma policial civil representou a mãe do menino. As imagens recuperadas por câmeras de segurança e periciadas pelo Departamento de Criminalística mostram as duas mulheres carregando a bolsa na noite do desaparecimento de Miguel. Antes do início da reconstituição, um perito criminal da Divisão de Engenharia do Departamento de Criminalística utilizou um drone para realizar o levantamento do percurso que teria sido feito pela ré até o rio Tramandaí. O objetivo foi mapear e integrar os diferentes locais envolvidos na ocorrência, de forma a tornar mais completo a reconstituição.  A partir de agora, o  trabalho  se concentra na análise do material coletado e na redação do Laudo pericial, que deve ser entregue à polic ia civil em até 60 dias. Todo o trabalho foi acompanhado pelo Promotor de Justiça André Luiz Tarouco Pinto, da comarca de Tramandaí, mas que está atuando no caso. A reconstituição do crime, é uma das perícias mais complexas realizadas pelo IGP. O objetivo é esclarecer se os fatos podem ter acontecido da forma com que foram narrados em depoimento por Bruna Nathieli. A mãe do menino Miguel, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, 26, está presa, e por orientação de sua defesa, não participou da reconstituição do crime.

Foto: IGP/Divulgação