Os réus Guilherme Greselle Ferri, Carlos Eduardo da Silva Souza e Alan da Silva Parê, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Tramandaí, em sessão realizada ontem no Foro da comarca de Tramandaí. Eles foram denunciados  pelos crimes de homicídio qualificado, cometido por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.  Os fatos aconteceram na madrugada do dia 1º de maio de 2022, nas proximidades de uma danceteria no centro de Imbé.  De acordo com a denúncia do Ministério Público, consta que Guilherme Ferri, Carlos Eduardo e Alan – acompanhados de um adolescente infrator, na época dos fatos – teriam matado com chutes, socos e outros instrumentos contundentes a vítima Guilherme Tadeu Gonçalves da Silva.  O motivo seria um “pisão” no pé dado, sem intenção pela vítima, em Guilherme. Com a discussão, os demais denunciados juntaram-se para agredir fisicamente Guilherme Thadeu e outras pessoas que estavam no local. Com o tumulto, os seguranças da casa imediatamente interviram na briga expulsando os envolvidos do estabelecimento. Inconformados, eles  ficaram do lado de fora aguardando a saída da vítima.  Ainda na mesma noite, outro confronto aconteceu no interior do estabelecimento envolvendo duas mulheres. Ao serem retiradas do local, a vítima Guilherme acompanhou a saída de uma delas.  Na sequência, o adolescente, junto com Guilherme, Carlos Eduardo e Alan avançaram contra o grupo recém retirado do estabelecimento e passaram a agredi-los fisicamente com socos, chutes, pedaços de pau e garrafas de vidro.  Em função das agressões, duas vítimas foram socorridas por um amigo, que conseguiu intervir e retirá-las do local em um automóvel levando-as a um posto de saúde.  Já Guilherme Thadeu, caído no chão, sofreu com sucessivos e ininterruptos socos, chutes, golpes de pedaços de pau e com garrafas de vidro. Ele morreu no local.  Com a decisão soberana do Conselho de Sentença, o Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí, Gilberto Pinto Fontoura, que presidiu o júri, definiu a pena para cada um dos réus a 21 anos de reclusão em regime fechado. Os réus estão recolhidos na Penitenciária Modulada de Osório.  Cabe recurso, porém os condenados permanecerão presos.

Foto: Ilustração/DICOM/TJRS